
MSO – LUSA
Díli, 13 out (Lusa) -- O líder do principal partido da oposição timorense e ex-primeiro-ministro, Mari Alkatiri, defendeu que o Governo deve respeitar a rejeição, por unanimidade do Parlamento, da construção de um centro de refugiados no país.
Em comunicado hoje divulgado sobre o encontro que Mari Alkatiri manteve com o ministro da Imigração australiano, Chris Bowen, a FRETILIN considera que "a rejeição, por unanimidade, do Parlamento Nacional, quanto à construção do Centro em Timor-Leste, deve ser respeitada pelo Governo timorense".
O texto dá conta de que Mari Alkatiri transmitiu ao ministro australiano que "o centro de processamento de dados para os refugiados constitui uma questão de carácter regional e internacional, pelo que não deveria ser foco de discussão bilateral".
"Os cidadãos rumam para a região onde se inserem os dois países, por razões sociais, económicas e políticas. O Estado timorense está consciente das suas obrigações internacionais mas, institucionalmente, Timor-Leste não tem condições para acomodá-los", considera Mari Alkatiri, lembrando que "há questões sérias por resolver" no seu próprio país.
Aponta "a questão da terra, da propriedade imóvel e do seu título, a questão da segurança e da justiça, ou a pobreza do povo de Timor-Leste, em todas as dimensões", para concluir que "um Centro de Refugiados estabelecido nessas condições geraria conflitos com consequências imprevisíveis".
A proposta para a criação do centro de refugiados foi feita pela primeira-ministra australiana, Julia Gillard, e durante a visita, esta semana, do ministro do Interior da Austrália, ficou decidida a criação de um grupo de trabalho para analisar a questão.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Díli, 13 out (Lusa) -- O líder do principal partido da oposição timorense e ex-primeiro-ministro, Mari Alkatiri, defendeu que o Governo deve respeitar a rejeição, por unanimidade do Parlamento, da construção de um centro de refugiados no país.
Em comunicado hoje divulgado sobre o encontro que Mari Alkatiri manteve com o ministro da Imigração australiano, Chris Bowen, a FRETILIN considera que "a rejeição, por unanimidade, do Parlamento Nacional, quanto à construção do Centro em Timor-Leste, deve ser respeitada pelo Governo timorense".
O texto dá conta de que Mari Alkatiri transmitiu ao ministro australiano que "o centro de processamento de dados para os refugiados constitui uma questão de carácter regional e internacional, pelo que não deveria ser foco de discussão bilateral".
"Os cidadãos rumam para a região onde se inserem os dois países, por razões sociais, económicas e políticas. O Estado timorense está consciente das suas obrigações internacionais mas, institucionalmente, Timor-Leste não tem condições para acomodá-los", considera Mari Alkatiri, lembrando que "há questões sérias por resolver" no seu próprio país.
Aponta "a questão da terra, da propriedade imóvel e do seu título, a questão da segurança e da justiça, ou a pobreza do povo de Timor-Leste, em todas as dimensões", para concluir que "um Centro de Refugiados estabelecido nessas condições geraria conflitos com consequências imprevisíveis".
A proposta para a criação do centro de refugiados foi feita pela primeira-ministra australiana, Julia Gillard, e durante a visita, esta semana, do ministro do Interior da Austrália, ficou decidida a criação de um grupo de trabalho para analisar a questão.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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